Gestão de armazém: como evitar acidentes na logística?

por | 7 jan, 2022 | 0 Comentários

O investimento em segurança é indispensável para prevenir e evitar acidentes na logística e gestão de armazém. Isso é necessário para garantir a saúde, bem-estar e integridade física dos colaboradores, além de deixá-los mais satisfeitos e confiantes com o ambiente de trabalho.

Adotar medidas voltadas para essa questão ajuda a evitar acidentes, além de assegurar que a empresa atue em concordância com as normas e leis vigentes e evite problemas maiores — como possíveis ações trabalhistas.

Quer saber quais ações podem — e devem — ser aplicadas na sua empresa? Então, continue a leitura!

Mapeamento dos locais de risco

A criação do mapa de risco permite identificar quais áreas apresentam maior risco para os colaboradores. A representação é feita por círculos de diferentes tamanhos e cores, conforme a categoria estabelecida. Quanto maior o risco, maior será o círculo.

A responsabilidade por esse trabalho é do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

O objetivo desse mapeamento na gestão de armazém é conscientizar os colaboradores sobre os riscos aos quais estão sujeitos e buscar alternativas e melhorias para minimizá-los. É importante que os mapas sejam fixos em locais visíveis para todos.

Implantação de sinalização no armazém

Tanto a Norma Regulamentadora nº 26 quanto a NBR 7195 fornecem diretrizes relacionadas ao uso de sinalização e cores voltadas para a segurança na empresa. De forma resumida, pode-se dizer que a empresa deve investir em sinalizações como:

  • uso de cores para delimitar áreas, identificar equipamentos e tubulações, além de advertir para os riscos;
  • placas com indicação de aviso ou perigo;
  • placas de emergência como saída de emergência, extintores, etc.;
  • placas com indicação de equipamentos obrigatórios na área;
  • faixa de pedestres, para evitar a circulação de pessoas dispensáveis na operação.

Com um ambiente bem sinalizado, os funcionários ficam cientes dos procedimentos que devem ser adotados durante a rotina de trabalho e em caso de acidentes.

Participação da CIPA

Sempre que houver qualquer questão ligada à segurança do trabalho na gestão de armazém, a CIPA precisa estar envolvida. Além da colaboração em algumas atividades — como o mapeamento de riscos, citado no tópico anterior —, é ela que ajuda a divulgar as ações e mudanças para as equipes. Sendo assim, entre as atribuições da comissão, pode-se citar:

  • criação de materiais educativos, voltadas para a prevenção;
  • realização de palestras e treinamentos de conscientização;
  • realização de auditorias;
  • correção de pontos cegos;
  • investigação dos acidentes e suas possíveis causas.

Investimento em EPIs adequados para as atividades

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além de obrigatórios em atividades que sujeitam os funcionários a algum risco, são de suma importância para evitar acidentes de trabalho e doenças ocupacionais — protegendo a integridade física dos colaboradores.

A gestão de armazém na logística tem suas particularidades e elas devem ser observadas para que se faça a aquisição correta de todos os equipamentos necessários para que o trabalho de prevenir acidentes na logística tenha mais eficiência. Isso inclui botas, luvas, óculos e abafadores, por exemplo.

Conscientização dos colaboradores sobre a utilização dos EPIs

Apesar de serem obrigatórios para atividades realizadas em armazéns, na prática, pode acontecer de os colaboradores não terem muita aceitação em relação aos equipamentos. As principais queixas envolvem incômodo durante o uso.

Por isso, para uma gestão de armazém segura e eficiente, é crucial investir em conscientização para cultivar o hábito e estimular a disciplina. Além de lembrar os funcionários que os EPIs ajudam a garantir a saúde e a integridade física deles, o ideal é realizar auditorias frequentes na operação — a fim de identificar algum desvio de conduta.

Esse é um dos pontos mais importantes, tendo em vista que algumas ações são ineficazes se não houver o empenho e a colaboração dos funcionários.

Investimento na manutenção dos equipamentos

Em todo armazém, utiliza-se maquinários destinados à movimentação das mercadorias e eles podem ocasionar acidentes de trabalho. Os principais são as empilhadeiras ​— além de outros equipamentos de elevação e veículos industriais.

Para garantir a segurança tanto dos colaboradores que operam essas máquinas, quanto de outros profissionais envolvidos na operação, é necessário realizar manutenções preventivas. Também deve-se estimular os funcionários a reportarem qualquer problema no equipamento quando identificado.

Ao manter as máquinas funcionando adequadamente e identificando falhas de forma precoce — por meio da rotina de prevenção —, os riscos de acidentes na logística são reduzidos tanto para quem opera os equipamentos, quanto para os outros colaboradores na operação.

Realização de treinamentos de segurança com regularidade

Mesmo que se invista em conscientização, em uma boa gestão de armazém não se pode negligenciar treinamentos e reciclagens. Eles envolvem:

  • o conhecimento dos riscos inerentes às atividades;
  • a utilização correta de cada EPI;
  • as normas de segurança da empresa;
  • os cuidados necessários ao operar máquinas e equipamentos.

Esse trabalho pode ser realizado pela CIPA, mas também é possível contratar uma empresa terceirizada especializada nesse serviço. O importante é manter os funcionários atualizados e conscientes de qual é a postura adequada.

Criação de metas de redução de acidentes

Outro ponto que ajuda a prevenir acidentes na logística é a criação de metas de redução. Primeiramente, deve-se elaborar indicadores de desempenho relacionados à ocorrência de incidentes, suas possíveis causas e as áreas onde eles aconteceram.

Com isso, já se tem uma base sólida para analisar quais são os principais problemas e pontos fracos na operação e o que precisa ser feito para corrigi-los. A partir daí, as metas de redução devem ser criadas, assim como um plano de ação voltado para cada uma delas.

Se o objetivo é reduzir o número de afastamentos por acidentes ou doenças ocupacionais, por exemplo, as ações devem envolver:

  • criação de um procedimento mais adequado para a execução de tarefas;
  • treinamento e conscientização dos colaboradores;
  • realização de rodízios em determinadas áreas, como no caso de colaboradores que trabalham em áreas com muito ruído;
  • auditorias frequentes para verificar o uso correto dos EPIs.

Apostar na segurança dos colaboradores e na prevenção de acidentes é algo que não traz benefícios somente para eles. A empresa também ganha à medida que diminui o índice de afastamentos, promove um local mais seguro e confiável para o trabalho, reduz custos e evita o surgimento de ações trabalhistas — que, geralmente, acarretam pagamento de multas e indenizações.

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