Câmara fria: entenda como funciona e quais os cuidados principais na sua utilização

2 jan, 2019 | Gestão Logística | 0 Comentários

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Por Longa Industrial

Desde 1964, desenvolvendo soluções em Sistemas de Armazenagem Logística, para empresas de todos o segmentos.

Um bom gerente de logística sabe que cada produto demanda um cuidado especial durante o armazenamento e transporte e que isso é essencial para o sucesso de suas estratégias. Neste post, falaremos um pouco mais sobre a câmara fria, um equipamento indispensável para a conservação de algumas cargas.

Como sua aquisição exige um investimento significativo e seu funcionamento é bem específico, é comum encontrarmos gestores com dúvidas sobre o tema. Por isso, preparamos um conteúdo informativo e simples de ser compreendido.

Veja, a seguir, tudo o que você precisa saber sobre a câmara fria incluindo a forma como funciona, os principais benefícios e as melhores práticas para prolongar sua vida útil. Acompanhe!

O que é uma câmara fria?

A câmara fria é uma ferramenta projetada para otimizar o armazenamento de produtos por meio de sua refrigeração (temperatura entre 0°C e 18°C) ou congelamento (temperaturas abaixo de 0°C). Com a baixa temperatura, ela assegura a eficiência e qualidade dos processos de armazenagem de produtos em frigoríficos e supermercados, por exemplo.

É uma área de armazenagem especial para produtos, materiais ou insumos que necessitam de uma conservação maior, seja para preservar a qualidade (como nos casos de alimentos e outros produtos perecíveis), seja para manter suas características (empresas que trabalham com a produção e fornecimento de gelo, por exemplo).

Não é novidade dizer que nesses cenários a logística é um setor bem complexo e dinâmico. Além de habilidades pessoais e do uso de softwares para que se tenha uma atuação eficiente, ela é uma ferramenta e equipamento essencial ao seu cotidiano.

Como é o funcionamento desse equipamento?

Conhecer o seu funcionamento é muito importante para o aperfeiçoamento dos profissionais que lidam diretamente com ele. Apesar de passar a impressão de ser algo complexo de ser compreendido, trata-se de um sistema simples e interessante.

A noção básica que se deve ter é a de que o processo de refrigeração dentro da câmara se baseia na redução forçada da temperatura do produto por meio da transferência de calor. Isso é possível graças a ação de um fluido refrigerante que circula dentro do circuito.

Para facilitar ainda mais o entendimento, é interessante conhecer os principais componentes desse sistema:

  • compressor: tem a função de aspirar o ar superaquecido do evaporador e comprimi-lo para o condensador, voltando ao estado líquido. Sua ação acaba acarretando o aumento da temperatura do gás;
  • condensador: tem a função de absorver o calor do gás que evapora dentro do evaporador e condensá-lo. Sua estrutura básica é constituída de tubos, serpentina e do fluido refrigerante;
  • evaporador: tem a função de acumular o gás líquido que vem do condensador por meio de uma válvula de expansão). Em geral, ao remover o calor do ar, o líquido refrigerante evapora e a pressão é mantida;
  • válvula de expansão: é a responsável por diminuir a pressão do gás que chega do condensador para que ela atinja a ebulição e evapore;
  • ventiladores: atuam para assegurar a ventilação interna da câmara fria. Eles aspiram o ar refrigerado e tornam a distribuí-lo para resfriar o ambiente.

Como o termostato e o condensador funcionam nesse processo?

O termostato de uma câmara serve para determinar a temperatura do ar no seu interior. Assim, quando a temperatura sobe além do nível desse aparelho, o condensador é ligado e um novo ciclo de resfriamento se inicia.

Tecnicamente, os ventiladores da unidade sugam o ar para dentro e sobre as bobinas do condensador. Dentro das bobinas, o líquido de arrefecimento puxa o calor do ar que passa pela parte de cima. Desse modo, o ar refrigerado continua se movendo para fora da parte traseira da câmara, mais frio do que quando entrou.

Enquanto os ventiladores continuam soprando ar na direção do condensador, a temperatura do ar diminui dentro da cabine até que fique abaixo do nível definido pelo termostato.

Se o termostato atinge um nível muito baixo (geralmente 0°C), os ventiladores passam a funcionar sem o resfriamento. Consequentemente, as bobinas do condensador são gradualmente aquecidas formatando um ciclo de degelo que continuará até a temperatura se estabilizar novamente.

Resumindo o processo: quando o termostato identifica uma temperatura acima do ideal, o condensador é acionado para que se inicie o ciclo de resfriamento. Os ventiladores sugam o ar para o condensador e o líquido refrigerante retira todo o seu calor. Paralelamente, os ventiladores sopram ar sobre o condensador e a temperatura no ambiente é reduzida até atingir o nível ideal para o termostato.

Quais são as diferenças básicas entre as câmaras frias?

Agora que você já sabe como uma câmara fria funciona, é preciso compreender que existem diferenças básicas entre seus tipos. Resfriamento e congelamento apresentam distinções entre si que seguem de acordo com a sugestão dos próprios nomes, ou seja, a diferença está na temperatura que atingem.

Uma câmara fria de resfriados normalmente dá conta de produtos que requerem um nível de refrigeração próximo a 0ºC (do mesmo modo que às funções de geladeiras).

Já as câmaras de congelamento costumam atingir temperaturas mais baixas. Basta tomar os freezers como exemplo. Nesse caso, o congelamento pode chegar em -20ºC, podendo variar de acordo com o tipo de produto e o tempo pelo qual deve permanecer armazenado.

Dentre os principais produtos armazenados nesses formatos estão:

Resfriamento (0°C a 18°C)

Entre os alimentos que podem passar pelo resfriamento, estão:

  • bebidas (cerveja, vinho, refrigerantes e sucos, por exemplo)
  • frutas;
  • carnes;
  • laticínios;
  • frios e embutidos;
  • verduras e legumes;
  • cogumelos;
  • iogurtes;
  • grãos.

Congelamento (-1°C a -25°C)

Já entre os itens que podem ser congelados, encontramos:

  • aves;
  • carnes congeladas;
  • frangos;
  • gelo;
  • sorvete;
  • polpas;
  • frutos do mar.

Ainda sobre essa diferenciação inicial, é relevante observar que as câmaras tanto de resfriados como de congelados foram desenvolvidas para armazenar produtos já congelados ou resfriados. Isso significa que se o cliente precisar entrar com um produto resfriado para ser congelado sugerindo uma mudança de fase, será necessário adquirir um túnel de congelamento.

Esse túnel é basicamente uma câmara com características específicas para tal. Por meio de equipamentos de grande porte para a realização congelamento rápido, é possível que a transferência entre as fases líquida e sólida sejam feitas de forma adequada. Vale lembrar que a energia envolvida nesse processo é significantemente maior.

Quais as vantagens de se usar uma câmara fria?

Conforme visto, a câmara fria foi projetada para resfriar alimentos que precisam ser armazenados sobre essas condições. Apostar nesse tipo de investimento pode trazer grandes benefícios para os negócios, especialmente supermercados, frigoríficos e padarias. Conheça alguns deles.

Resfriamento de grandes volumes

Quando comparado ao freezer e congelador, a câmara fria tem a expressiva vantagem de permitir o armazenamento eficiente e na temperatura adequada de grandes volumes de produtos.

Essa característica gera grande impacto na cultura corporativa, permitindo um armazenamento de maior porte, que consequentemente expande as possibilidades de negócio para o empreendedor.

Precisão no controle da temperatura

Outra vantagem de se utilizar esse equipamento é a precisão do controle de temperatura. Via de regra, as oscilações de sistemas manuais e a falta de controle adequado da temperatura podem prejudicar o armazenamento e durabilidade dos produtos, o que não ocorre em uma câmara fria.

Adaptação às demandas de cada empresa

Com diversos tamanhos e modelos, esses equipamentos se adaptam às necessidades de cada negócio. Tudo vai depender da sua demanda e de como a sua empresa se relaciona com o mercado em geral. Em alguns casos, é viável ter a movimentação de pessoas e produtos em seu interior, trazendo mais produtividade e eficiência ao setor.

Esse sistema se destina a que tipo de produto?

Como vimos em alguns exemplos citados, é interessante destacar que a câmara fria pode ser bastante útil durante diversas etapas da cadeia produtiva, como a fabricação, a conservação, o transporte e a comercialização.

Além disso, é comum que o seu uso seja associado a empresas alimentícias, mas o sistema tem uma aplicação ainda mais ampla. Diversos segmentos do mercado são beneficiados, como:

  • indústria farmacêutica (conservação de vacinas);
  • bancos de sangue;
  • indústria automobilística e química (conservação de produtos inflamáveis);
  • necrotérios.

Como dá para notar, há uma diversidade de produtos e materiais que podem ser acondicionados em uma câmara fria. A regra é que toda carga que necessite de refrigeração para manter suas propriedades por mais tempo possa usufruir desse processo.

Como prolongar a vida útil de sua câmara fria?

Sabe-se que o investimento em uma câmara fria é alto e, exatamente por isso, é imprescindível que o gestor adote algumas boas práticas para mantê-la em um bom estado de conservação por mais tempo.

Diante disso, reunimos alguns cuidados fundamentais em seu cotidiano. Acompanhe!

Faça a higienização corretamente

A higienização do sistema é um cuidado muito importante a ser tomado. Quem pensa que esse é um processo comum pode estar enganado. A limpeza de uma câmara fria requer cuidados específicos e atenção dobrada.

É preciso deixar claro que não se pode aplicar jatos dágua durante a limpeza, tampouco produtos a base de cloro. O ideal é que a ação seja executada com o auxílio de um pano úmido e detergente neutro.

Realize revisões preventivas

A segunda providência é a realização de revisões preventivas no equipamento. Como ele está em constante funcionamento, é importante que seus componentes e circuitos passem por análises completas e periódicas.

Organize a carga com atenção

Esse é um cuidado importante e, em muitos casos, ignorado pelos responsáveis pela operação e conservação da câmara fria. Por isso, é essencial que a carga seja organizada dentro do equipamento e de maneira otimizada.

Fique atento, pois as prateleiras e os próprios produtos devem ser distribuídos de uma forma que não prejudique a circulação do ar refrigerado. Isso quer dizer que deve haver espaço entre os materiais e que as saídas dos ventiladores não podem ser obstruídas.

Após concluir a leitura deste post, é possível afirmar que ter uma câmara fria em perfeito funcionamento pode simplificar e aperfeiçoar bastante o processo de armazenagem de sua empresa, especialmente quando há materiais que exigem um resfriamento constante.

Porém, para que o sistema seja aproveitado e atinja a sua máxima performance, é importante tomar certos cuidados e conhecer melhor sua estrutura de funcionamento. Desse modo, esperamos que este material tenha sido útil e contribua para o aumento da produtividade em seu setor.

Agora que você já sabe tudo o que precisa para trabalhar com uma câmara fria, aproveite para ficar por dentro das notícias mais relevantes desse mercado. É só assinar a nossa newsletter e receber as novidades diretamente no seu e-mail!

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