Principais técnicas de armazenagem: como trabalhar com estoques?

por | 24 nov, 2021 | 0 Comentários

A armazenagem é a atividade responsável por controlar o fluxo de materiais dentro de uma empresa — que incluem recebimento, estocagem e expedição. Para otimizar essas rotinas, as empresas precisam analisar e investir em suas técnicas de armazenagem.

Elas consistem na aplicação de métodos, ferramentas e recursos voltados para melhorar a execução do trabalho e, como consequência, aprimorar os resultados do setor. Elaboramos uma lista para explicar quais são as principais. Confira!

Paletização

A paletização é uma das técnicas de armazenagem mais comuns, nela, os itens são agrupados e acondicionados em paletes individuais — processo também conhecido como unitização.

O objetivo é otimizar o uso do espaço e permitir que mais itens sejam estocados, sem a necessidade de contar com uma área maior. Além de tonar mais fácil a movimentação e controle de estoque.

Para otimizar ao máximo o uso do espaço disponível no armazém, algumas empresas utilizam técnicas de empilhamento para verticalizar o estoque, colocando as cargas umas sobre as outras, formando torres ou pirâmides no armazém. Porém, ao fazer isso, podem ocorrer danos aos produtos e sérios riscos de acidentes de desmoronamento. 

A maneira mais correta e segura de verticalização do estoque, é com a utilização de estruturas de armazenagem. Falaremos sobre elas mais à frente.

Endereçamento de estoque

O processo de endereçamento é simples e indispensável. 

No armazém, os corredores operacionais são chamados: ruas e, geralmente, são identificados com letras. Os espaços recebem uma numeração e as elevações viram andares. O raciocínio é o mesmo usado no endereço de um prédio, por exemplo.

Como uma das principais técnicas de armazenagem, seu objetivo é trazer mais agilidade no rastreamento dos produtos, já que cada carga fica alocada em um endereço. 

Para funcionar bem, o ideal é que tudo esteja identificado. As ruas, os níveis e as posições  onde os paletes serão alocados, precisam ter etiquetas ou placas que ajudem a identificá-los facilmente.

Inicie esse o processo de endereçamento desde o recebimento e cadastro dos produtos. Assim, você terá sempre um inventário mais preciso, reduzirá o tempo de movimentação e localização das cargas. Portanto, tenha o cuidado de registrar apenas um código por item e padronizar as descrições.

Além disso, esse endereçamento deve ser constantemente atualizado, para manter no sistema a exata localização de cada item. Uma técnica bastante utilizada nessa etapa são os SKUs, neste artigo falamos mais sobre essa prática.

Operações FIFO (ou PEPS)

FIFO é a sigla para First In, First Out — ou Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai (PEPS), em português. Como o nome sugere, essa técnica de armazenagem consiste em uma rotina na qual o primeiro produto que entra no estoque deve ser o primeiro a sair.

O método é indicado principalmente para o armazenamento de produtos perecíveis, garantindo sempre a saída dos produtos que estão com o prazo de validade menor. 

Também pode ser utilizado para produtos fabricados em série, evitando que uma mercadoria desatualizada fique esquecida no estoque, como no caso de produtos eletrônicos, por exemplo.

 Entre as vantagens que ele proporciona, estão:

  • coerência na avaliação do estoque, visto que a Receita Federal usa o FIFO para analisar o processo de armazenagem e realizar o cálculo dos devidos tributos;
  • preço de custo dos produtos atualizado — o que ajuda na formação do preço;
  • possibilidade de diminuir os custos com a redução do nível dos estoques.

Operações LIFO (ou UEPS)

LIFO é a sigla Last In, First Out — ou Último que Entra é o Primeiro que Sai (UEPS). Ao contrário do método anterior, aqui o último produto a entrar deve ser o primeiro a sair. 

Dentre as técnicas de armazenagem, o modelo LIFO é geralmente utilizado em estoques com grande rotatividade, que não tenham produtos com curto prazo de validade, pois os primeiros produtos a entrar ficarão por um período maior no estoque.

É possível adotar este modelo operacional mesmo para cargas perecíveis, como arroz, feijão e outros produtos de mercearia que possuem um prazo de validade maior. 

Mesmo no caso de produtos não perecíveis, como celulares, TVs e eletrônicos, em geral. É preciso se atentar para que a carga não fique por muito tempo no estoque.

Como o fluxo de estoque é variável e depende do desempenho de vendas e de outros fatores do mercado, mesmo esses produtos que tenham prazo de validade longo ou cuja tecnologia esteja para ser substituída devem ser rigorosamente controlados pelo gestor.

E, se o fluxo de entrada e saída não for suficiente para que esses produtos saiam do estoque no período adequado, o método LIFO deve ser substituído pelo FIFO, para evitar perdas e diminuição do lucro.

Técnicas de armazenagem com software de gestão de estoque

Com a Logística 4.0, as empresas estão adotando cada vez mais o uso de softwares e tecnologias para ampliar o desempenho logístico.

Técnicas de armazenagem com o uso da tecnologia trazem diversos benefícios para as rotinas de armazenagem, incluindo a automatização das tarefas, redução de erros e retrabalhos, aumento da produtividade, facilidade na realização de inventários e a possibilidade de gerar relatórios que ajudam na tomada de decisão.

O software específico para a gestão de estoque é o WMS — sigla em inglês para Sistema de Gerenciamento de Armazém. Com ele, você consegue realizar atividades de recebimento, estocagem, picking (ou separação) expedição e inventário.

Entretanto, também existe a possibilidade de investir em um ERP, um sistema de gestão integrada que permite controlar diversas áreas do negócio em apenas uma ferramenta. Cabe destacar, que existem soluções no mercado que contam com o módulo WMS.

Estruturas de Armazenagem

As estruturas de armazenagem possibilitam a otimização do espaço no armazém e a verticalização do estoque — o que permite armazenar mais itens. Além disso, são primordiais para garantir a eficiência operacional da movimentação de estoque e gestão logística. 

Não considerar o modelo operacional do armazém, de cordo com as características e o fluxo de entrada e saída do dos produtos, pode causar lentidão nos processos, aumentar os custos e prejudicar a empresa.

Algumas estruturas podem ser utilizadas em diversos modelos operacionais, como o sistema Porta Pallet, Mini Porta Pallet, Piso Intermediário e Esteiras de Rolete.

Outras estruturas beneficiam operações mais específicas. Confira algumas opções de estruturas os modelos operacionais que citamos neste artigo.

Estruturas de armazenagem para operações FIFO:

Para cargas paletizadas as estruturas mais comuns e recomendadas são os sistemas: Drive-Thru e Dinâmico.

No caso de cargas pequenas e atividades de picking manual, o sistema Flow Rack trará muito mais rapidez e controle.

Estruturas de armazenagem para operações LIFO:

Para cargas paletizadas indicamos os sistemas: Drive-In e Push-Back.

Em muitos casos é recomendado que as empresas utilizem mais de um modelo em seu armazém. Principalmente se trabalhar com itens com características distintas e realizar mais de uma etapa em seus processos, como a separação de produtos.

As técnicas de armazenagem facilitam e aprimoram as rotinas do armazém, trazendo ganho de tempo, melhor aproveitamento da mão de obra, redução de perdas, entre outros benefícios. Para entender qual delas melhor se aplicam ao seu modelo de negócio, é preciso realizar um diagnóstico e entender a necessidade de melhoria que precisa ser feita.

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